Cirurgia às Orelhas São Paulo, São Paulo

Esta cirurgia, também conhecida por octoplastia, é um procedimento cirúrgico realizado com o objectivo de eliminar o aspecto saliente das orelhas num paciente. Muitas vezes, as pessoas com orelhas salientes são ridicularizadas: isto é frequente com as crianças. Estas conseguem ser inconscientemente cruéis e as pessoas com orelhas salientes podem sentir-se muito pouco confiantes com o seu próprio aspecto.

Alberto Tesconi Croci
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Cirurgia às Orelhas

1 Questões Gerais

Esta cirurgia, também conhecida por octoplastia, é um procedimento cirúrgico realizado com o objectivo de eliminar o aspecto saliente das orelhas num paciente. Muitas vezes, as pessoas com orelhas salientes são ridicularizadas: isto é frequente com as crianças. Estas conseguem ser inconscientemente cruéis e as pessoas com orelhas salientes podem sentir-se muito pouco confiantes com o seu próprio aspecto. Consequentemente, a sua auto-estima também é afectada. Contudo, estes problemas podem ser evitados caso o paciente opte por ser operado.

A cirurgia correctiva às orelhas é normalmente realizada por um cirurgião plástico. As orelhas são fixadas de forma a ficarem mais próximas da cabeça e a área circundante é reajustada para retirar o aspecto saliente. Se bem que qualquer pessoa possa ter uma vida normal mesmo que tenha orelhas salientes, a sua auto-estima está em risco. Se essa pessoa não se incomoda com as suas orelhas salientes, não há qualquer necessidade de recorrer à cirurgia. Contudo, se essa pessoa desenvolver uma percepção errada sobre si mesma ou se é constantemente alvo de chacota, a cirurgia pode ser necessária.

A cirurgia correctiva às orelhas é um dos procedimentos estéticos mais seguros. Pode ser realizada tanto em adultos como crianças e os riscos associados a esta cirurgia são mínimos. Geralmente, qualquer pessoa a partir dos 6 anos com orelhas salientes é um candidato para a octoplastia. O mais importante é que o paciente não fica com cicatrizes visíveis da operação: a incisão é feita por trás da orelha e não se pode ver. Os pacientes recuperam rapidamente e ficam satisfeitos com os resultados da cirurgia: o maior benefício é um aumento da sua auto-estima.

2 Razões para a Octoplastia

Como já foi mencionado, um dos principais benefícios da cirurgia correctiva às orelhas prende-se com os ganhos a nível da auto-estima do paciente. As pessoas que nascem com orelhas salientes podem não desenvolver um problema até irem para a escola e serem forçados a sociabilizar-se com outros. As crianças tendem a reparar em tudo quanto é diferente nas outras pessoas e têm o hábito de apontar essas diferenças: é uma tentativa de gozar a outra pessoa ou simplesmente uma forma de mostrar que reparou na diferença. As crianças jovens nem sempre compreendem que podem estar a magoar os sentimentos de outra pessoa, mas quando a chacota começa, os problemas com a auto-estima também começam. Aos 6 anos, a cirurgia pode fazer-se com segurança e irá permitir reconhecer-se como seres humanos bonitos, e não como o “miúdo das orelhas grandes”.

Ter orelhas salientes não é algo que desapareça com a idade. Na verdade, uma criança com orelhas salientes torna-se num adulto com orelhas salientes e isto pode ter consequências graves nas mais variadas áreas de vivência do indivíduo. Durante a adolescência e a entrada na vida adulta, os namoros podem ser afectados pela falta de auto-confiança do indivíduo. Além disso, certas carreiras podem estar-lhe vedadas: pode colocar de lado profissões que exijam interacção com outras pessoas, mesmo que tenha as capacidades necessárias para o trabalho. Os adultos com orelhas salientes podem inclusive limitar o penteado que usam: manter o cabelo mais longo para esconder as orelhas ou não o usar preso, por medo de serem gozados. Os chapéus não são eficazes para esconder o facto de se ter orelhas salientes – na verdade, ainda chamam mais a atenção sobre elas. Tanto os homens como as mulheres podem fazer a cirurgia para alterar esta situação: os homens podem usar os chapéus e penteados que quiserem e as mulheres pode sentir-se seguras a usar o cabelo preso ou até mesmo brincos.

3 Escolher a Cirurgia Às Orelhas

Uma vez que a auto-estima afecta múltiplas áreas da vida de uma pessoa, é extremamente importante que cada um se sinta bem consigo mesmo. As pessoas com problemas de auto-estima têm frequentemente problemas em relacionar-se com os outros, sentindo que estão a ser constantemente julgados, não conseguindo comunicar, nem expressar os seus sentimentos devidamente e a sua qualidade de vida é significativamente diminuída. Ter as orelhas salientes pode causar este tipo de problemas e isso pode ser resolvido em pouco tempo, por pouco dinheiro e sem complicações.

Os problemas de auto-estima são recorrentes: envenenam tudo aquilo em que as pessoas se envolvem, influenciando o seu trabalho académico e a sua carreira; alguém que não se sente bem consigo mesmo não agarra os desafios que a vida lhe oferece. Parece tolice deixar que um problema tão pequeno como ter orelhas salientes tenha tanta força na vida de alguém, quando é tão fácil resolver o problema com uma simples cirurgia estética.

Decidir-se pela opração é uma decisão que deve ser tomada pelos pais. Estes podem ter preocupações relativas aos riscos da operação, mas estes são mínimos. É feita uma pequena incisão por trás da orelha, que resulta numa pequena cicatriz que ninguém vê excepto se estiver à sua procura intencionalmente. Além disso, os riscos do período pós-operatório são insignificantes. Os pais que estejam a considerar permitir esta cirurgia devem pensar nos seus benefícios para a criança: a correcção da posição das orelhas pode realmente mudar-lhe a vida. Por seu lado, os adultos podem optar por fazer a cirurgia em qualquer altura. O procedimento é feito sem necessidade de internamento e o seu efeito sobre a auto-estima vale bem as duas ou três consultas médicas.

4 Candidatos À Cirurgia
As crianças são bons candidatos à cirurgia quando atingem a idade escolar. O cirurgião deve informar os pais sobre se o procedimento é a opção correcta para o seu filho. É uma boa ideia fazê-lo antes de a criança entrar para a escola: vai ajudá-la a integrar-se socialmente. Os pais devem ter em consideração que a criança pode sentir-se nervosa em relação à cirurgia e tanto eles como o cirurgião podem trabalhar em conjunto para ajudar a criança a compreender cada passo do procedimento: antes, durante e depois.

Os pais não precisam de ter medo que o seu filho sinta dores. Haverá somente um ligeiro desconforto. A criança recebe anestesia geral, a cirurgia é levada a cabo e a recuperação inicia-se imediatamente de seguida.

Os adultos podem fazer a cirurgia quando se sentirem preparados. São tratados de forma um pouco diferente das crianças: o procedimento ocorre frequentemente no gabinete do médico e nem sempre recebem anestesia geral: poderão receber somente um sedativo ligeiro.

Tanto os adultos como as crianças que decidam fazer a cirurgia correctiva devem estar de perfeita saúde antes do procedimento. O médico deve fazer exames completos a forma a certificar-se que o individuo está de boa saúde antes de fazer a operação. É nessa altura que todas as dúvidas e questões devem ser colocadas.

Se a pessoa for saudável, o seguro de saúde poderá cobrir as despesas da cirurgia. Contudo, em relação a adultos, esta é considerada uma cirurgia estética e o seguro não a cobre. Esta é uma das razões porque muitas pessoas fazem a operação quando são jovens.

5 Cirurgia Correctiva e Riscos

Quando as pessoas pensam em procedimentos cirúrgicos, costumam pensar também nos riscos associados a esses procedimentos. Preocupam-se com possíveis complicações e a sua ansiedade em relação à cirurgia pode levá-los a evitá-la. Felizmente, se bem que existam, os riscos de uma operação correctiva às orelhas são muito pequenos.

Uma vez que é feito um corte, o paciente deve ter cuidado para que a área circundante não infecte. Estas infecções podem ser tratadas com antibióticos, caso surjam. Outro risco relaciona-se com as dificuldades de cicatrização, que podem levar a sangramentos ou perdas de líquido linfático. Se qualquer um destes casos ocorrer, o paciente deve regressar ao médico para tratar do assunto. Caso contrário, a cicatriz pode ficar mais grossa do que o inicialmente previsto.

Os pacientes não têm que se preocupar com perdas de audição, uma vez que na cirurgia correctiva não se toca no ouvido. A única área tocada durante a operação é a orelha. Se bem que a sensação na zona da orelha possa diminuir depois da cirurgia, é algo somente temporário.

Finalmente, e uma vez que a cirurgia envolve a aplicação de suturas permanentes sob a pele (para segurar permanentemente a orelha nesse sítio), existe um pequeno risco de, a longo prazo, estas irritarem a pele e esta abrir. Nos raros casos em que tal acontece, esta situação pode ser rapidamente resolvida pelo médico.

O tempo de recuperação é mínimo, e desde que o paciente siga todas as instruções do médico, pode usufruir de todos os benefícios da octoplastia pouco tempo após a cirurgia.

6 Procedimentos Pré-Operatórios da Cirurgia Correctiva

Após o indivíduo (ou progenitor/tutor) escolher um cirurgião, pode marcar-se uma primeira consulta. Nessa altura, este pedirá ao paciente a sua história médica e fará todos os exames considerados necessários. Os registos médicos são essenciais – o médico precisa de saber se existe algo, na sua ficha, capaz de interferir na cirurgia. O paciente deve também trazer, para essa primeira consulta, toda a medicação que estiver a tomar, que será analisada de forma a determinar se poderá vir a causar hemorragias durante ou depois a cirurgia.

Na consulta inicial, o cirurgião examina as orelhas do paciente, para avaliar a extensão da saliência. São tiradas e registadas as medidas, de modo a que o cirurgião saiba exactamente onde posicionar as orelhas. O plano deve, nessa altura, ser detalhadamente discutido com o paciente ou pai/tutor do paciente.

Caso se trate de um paciente fumador, é imperativo que este deixa de fumar no período anterior à cirurgia. Mesmo sendo uma incisão pequena, este vício interfere com o processo natural de cicatrização. O médico também pode sugerir da toma de vitaminas, que promovem o processo de cicatrização.