Aprendendo a cuidar da obesidade infantil São Paulo, São Paulo

Aprenda como lidar com a obesidade na infância. Crianças que começam a apresentar mudança na velocidade de ganho de peso, mostrando os primeiros sinais de obesidade, devem passar por uma avaliação cuidadosa de seus hábitos alimentares. Os hábitos alimentares, adequados ou não, são formados até os dois anos de idade, e serão os mesmos por toda a vida do indivíduo.

Suzy Anne Tavares Vieira
(11) 3289-8908
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São Paulo, São Paulo
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Cirurgia Plástica

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Fabio Ezo Aki
R Potiguar Medeiros 111
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Cirurgia Plástica

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Dimas Andre Milcheski
(55) 5574-0624
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Silvio Frizzo Ognibene
55 11 30854784
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115-5394
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Jose Roberto Araujo Lima
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Milton E.F.L. Rocha
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Carlos Henrique Froner Souza Goes
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Antonio Luiz Passaro
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Aprendendo a cuidar da obesidade infantil

Publicidade Atualmente, a obesidade infantil tornou-se um fato preocupante, com 7% dos meninos e 9% das meninas, o que corresponde a 2,7 milhões de crianças. Entre o meio da década de 60 e o final da década de 70, o número de crianças obesas entre 6 e 11 anos aumentou 54%. Em 1974, havia, na população infantil, mais de quatro desnutridos para um obeso e, em 1989, essa relação caiu para dois desnutridos para um obeso.

As causas da obesidade podem ser decorrentes tanto da influência genética, quanto do meio ambiente, e da interação entre ambos. Genericamente acredita-se que filhos de pais obesos ganham peso porque eles comem os mesmos alimentos e são expostos aos mesmos hábitos alimentares que os pais, mas há também uma predisposição controlada geneticamente para que se desenvolva a obesidade. Uma criança tem 10% de chance de ficar obesa se os pais têm peso normal, 50% de chance se um dos pais é obeso e 80% de chance se ambos são obesos.

Além do mais, a obesidade infantil predispõe a obesidade na fase adulta sendo que, quando criança é obesa a chance de ela se tornar um adulto obeso é de 40%. Para adolescentes a probabilidade aumenta 75%. Um dos motivos é que o ganho de peso acima do esperado, na infância e na adolescência, acarreta o incremento irreversível do número de células gordurosas.

Milhares de estudos associam hábitos alimentares ao aumento das doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e hipertensão. Maus hábitos alimentares, especialmente aqueles que acarretam a obesidade infantil, produzem problemas de saúde imediatos e também em longo prazo, visto que cerca de 60% de crianças obesas já sofre de hipertensão, hiperlipidemia ou hiperinsulinemia.

Os hábitos alimentares, adequados ou não, são formados até os dois anos de idade, e serão os mesmos por toda a vida do indivíduo, se não houver preocupação em mudá-los. Por isso, deve-se prevenir a obesidade tão logo a criança nasça, estimulando o aleitamento materno. Apesar de existirem momentos em que o organismo precisa acumular reservas para um período de crescimento rápido, o sobrepeso deve sempre despertar a atenção dos pais, já que uma criança "gordinha" não significa uma criança saudável.

Crianças que começam a apresentar mudança na velocidade de ganho de peso, mostrando os primeiros sinais de obesidade, devem passar por uma avaliação cuidadosa de seus hábitos alimentares, de sua atividade física e de seu comportamento diante da alimentação. É comum alguns pais acreditarem que o crescimento da criança e do adolescente resolverá o problema da obesidade. A expressão "deixa que ele ainda vai esticar e a gordurinha some" é bastante popular. De fato, o crescimento pode ser um excelente aliado no tratamento da obesidade, no entanto, sozinho, não é suficiente para resolver o problema.

Os pais precisam ficar atentos quando seus filhos apresentarem apetite exagerado e prazer fora do comum em comer. Pequenas alterações podem ser suficientes para reverter o problema. Apoio profissional pode evitar prejuízos à saúde ou ao crescimento, mas é preciso rever os hábitos alimentares da casa facilitando assim a adesão da criança. Antes de se começar, é bom saber que se trata de um processo demorado, gradativo e que demanda esforços tanto da criança como de sua família.

Mudar os hábitos alimentares e o estilo de vida é a maneira mais eficaz de atuar contra a obesidade. A forma de encarar a obesidade de crianças e adolescentes deve ser diferente da de adultos. Constrangimentos e repreensões desmedidas são cargas difíceis de suportar por indivíduos imaturos como os adolescentes, e assim, devem-se evitar repreensões em público ou na hora das refeições. O apoio emocional dos pais é a única via para mudar os hábitos arraigados que levam à obesidade.

O mais importante no tratamento da obesidade em crianças e adolescentes é garantir o crescimento normal. Dietas com restrição rigorosa de calorias não são recomendadas, pois podem prejudicar a ingestão adequada de nutrientes, principalmente de proteínas, vitaminas e minerais. Sem falar no comprometimento do crescimento estatural e na redução do tecido nobre do organismo: a massa muscular. Assim, nenhum alimento deve ser excluído do cardápio, mantendo o cuidado para a moderação daqueles pobres em nutrientes e ricos em açúcares e gorduras, como sorvetes, refrigerantes e guloseimas em geral, que devem estar restritos aos finais de semana e não devem estar à disposição das crianças. O estímulo à inclusão ao cardápio diário de verduras, legumes e frutas ajudarão na formação dos bons hábitos alimentares.

ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA O CONTROLE DA OBESIDADE

Atitudes importantes para a criação de um ambiente positivo que ajude a criança a enfrentar a obesidade, com freqüência envolvem toda a família:

 Proporcione um ambiente emocional agradável na hora das refeições;
 A mesa não deve ser local de brigas e ações punitivas para com a criança;
 Autorize a ingestão de todos os alimentos;
 Estabeleça horários para refeições e lanches;
 Ensine a comer devagar;
 Não a deixe fazer as refeições vendo TV;
 Estimule seus filhos aos novos sabores;
 Diminua pouco a pouco a quantidade de alimentos;
 Programe-se com antecedência para as refeições, tomando cuidado com o consumo excessivo de "fast foods", lanches e alimentos pré-preparados pela falta de tempo para fazer a comida caseira;
 Nas refeições, ofereça no máximo um copo de suco ou água;
 Sanduíches são permitidos desde que preparados com alimentos pobres em gorduras;
 Diminua a quantidade de alimentos gordurosos e de frituras;
 Individualize as porções dos alimentos consumidos pela criança;
 Não tente compensar a ausência enchendo a criança com guloseimas;
 Doces e refrigerantes devem estar restritos aos finais de semana;
 A comida nunca deve ser usada para disciplinar ou como uma forma de manifestação de afeto;
 Dê bons exemplos, pois esses estimularão bons hábitos alimentares;
 Estimule a prática diária de atividade física, respeitando os limites da criança;
 Incentive a escola para a educação nutricional.

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Fonte: Equipe Portal Nutrição - Valéria da Cruz Chiarinelli

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