A Importância da Percepção Auditiva na Aprendizagem São Paulo, São Paulo

A audição de uma criança deve estar sempre verificada.Quando ela aparenta *aérea*,não compreende, necessita que repitam várias vezes o que lhe é dito, ou não grava o que é falado, pode ter problemas de audição ou de percepção auditiva para os sons da fala.

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A Importância da Percepção Auditiva na Aprendizagem

Muitas vezes você deve ter vivido situações com seu filho nas quais se perguntou se ele ouvia bem. Pode também ter ocorrido de você desconfiar que ele sofresse do fenômeno da "audição seletiva", aquela que funciona muito bem quando lhe falam algo que seja de seu interesse e que funciona muito mal quando lhe solicitam algo que ele não deseja fazer.

Suas dúvidas a respeito da audição de seu filho devem, contudo, sempre ser verificadas. Uma criança que parece "aérea", não compreende, necessita que repitam várias vezes o que lhe é dito, ou não grava o que é falado, pode ter problemas de audição ou de percepção auditiva para os sons da fala.

Estes dados são bastante importantes quando se compreende o papel da audição na aprendizagem do ser humano e o quanto a família, através de suas observações pode minimizar os danos que podem ocorrer.

Desde a mais tenra idade, o bebê começa a mostrar reações aos sons, tais como choro e movimentos corporais. A atenção a estes aspectos tem sido enfatizada inclusive como forma de detecção precoce de alterações auditivas, em algumas maternidades, através de testagem auditiva específica, realizada com recém-nascidos (Triagem Auditiva Neonatal).

No ambiente doméstico também é importante observar as reações do bebê, que, quando ouve bem, desde muito pequeno se assusta, chora ou acorda com sons fortes e súbitos e costuma se acalmar com vozes familiares, como a da mãe, por exemplo.

Na medida em que o bebê vai crescendo, começa a procurar de onde vem os barulhos que escuta, até que, por volta de aproximadamente 6 meses de idade consegue localizar rapidamente de onde eles vem. É também por volta desta idade que as crianças iniciam as brincadeiras com a própria voz e imitam os sons produzidos (fase do balbucio).

Cabe ressaltar que, por volta desta idade, a criança que não ouve bem pode manter-se silenciosa, já que não escuta a própria voz. A partir daí, todo o desenvolvimento da linguagem falada pode ser comprometido, já que a fala ouvida funciona como referência de aprendizagem para a criança, desde bebê até idades mais avançadas, quando, através da escuta do padrão de fala do adulto, vão sendo percebidas as diferenças na fala infantil, que vão sendo adequadas até chegar ao padrão do idioma.

É importante que, na eminência de qualquer dúvida a respeito do assunto, seja consultado o profissional competente, da área de fonoaudiologia, para que se possa afirmar ou descartar este tipo de problema o mais precocemente possível e, caso haja necessidade, possa ocorrer a atuação ou o encaminhamento adequado, com o objetivo de minimizar os danos no desenvolvimento infantil.

Os efeitos destas alterações podem também estender-se à aprendizagem escolar, gerando muitas vezes problemas de aproveitamento, comportamento, atenção e concentração, influindo também no contato interpessoal, já que, muitas vezes, a percepção incorreta de uma palavra pode alterar o entendimento do significado e o andamento do diálogo, como, por exemplo, no caso de alguém falar sobre uma faca e o ouvinte entender que ela está falando sobre uma vaca.

É também importante saber que, muitas vezes, alunos tidos como rebeldes ou distraídos e que inclusive já tenham feito avaliação auditiva, podem apresentar dificuldades específicas de percepção da fala.

Este tipo de alteração pode comprometer a aprendizagem escolar, quanto a aspectos como a leitura, a escrita e a apreensão dos conteúdos que são apenas falados pelo professor e percebidos de forma parcial ou distorcida por essas crianças. Podem surgir também efeitos nas atitudes desses alunos frente à aprendizagem, tais como dispersão, irritabilidade e agitação, associadas à situação escolar.

Nestes casos, o diagnóstico é realizado através de testes específicos, feitos por fonoaudiólogos habilitados, a partir dos quais são feitas as intervenções necessárias para auxiliar a criança no processo de percepção dos sons da fala e orientar a família a esse respeito.

ENTENDENDO A PERCEPÇÃO DA FALA

Para que uma pessoa possa perceber a fala, é necessário que tenha atenção, que reconheça as frases, palavras e sons do idioma ao qual está exposta e conheça seu significado. É preciso também que compare estas informações com os dados que possui na memória e tudo isso ocorre no exato momento em que a mensagem é passada.

Desta forma, não basta ouvir o som, é necessário todo um processo mental para que a fala seja entendida e, algumas vezes, isto não acontece bem assim...

Vários fatores podem fazer com que este entendimento não ocorra de forma adequada, dentre eles alterações físicas (auditivas e neurológicas, por exemplo), alterações emocionais e alterações ambientais (o local onde a criança está não favorece a adequada percepção da fala, devido a excesso de ruídos, por exemplo).

FINALIZANDO

Pediria agora a você que relembrasse o início de nossa "conversa" e gostaria de perguntar-lhe como observa, após estas informações, a forma como seu filho, aluno, amigo, sobrinho, enfim, as pessoas com as quais convive estão ouvindo e percebendo a fala. Será que você agora as "ouve com outros ouvidos"?

Tânia Regina Bello

Psicopedagoga

Fonoaudióloga

CRFa. 2542/SP

Especialista em Linguagem

CFFa. 2440/04

taniabello@uol.com.br

Sobre o Autor
Consultora, Assessora e Instrutora de Treinamento nas áreas de Comunicação e Aprendizagem.

Fonoaudióloga e Psicopedagoga com Extensão Pós-Universitária em Psicomotricidade.

Especialista em Linguagem pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.

Atuação profissional de 24 anos nas áreas de comunicação e aprendizagem em consultório e instituições.

Realização de palestras e cursos e treinamentos em instituições de diversos segmentos.

Entrevistas concedidas à Radio Cultura de Aracaju e TV Futura em São Paulo.

Artigos publicados em revistas e sites.

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